Qual a Diferença entre Diabetes Tipo 1 e Diabetes tipo 2?

Uma das perguntas mais recorrentes referente a diabetes é com relacao aos seus diferentes tipos. Já podemos falar um pouco sobre o que é diabetes em posts anteriores (Diabetes, o que é?) e para relembrar, Diabetes é uma doença causada por um aumento do açucar (glicose) no sangue. Isso não significa que houve uma ingestão de grandes quantidades de açucar: o problema é que, na maioria das vezes, um hormonio chamado insulina, fabricado pelo pancreas, é produzido em quantidade menor que a necessaria e não age como esperado.

Atualmente existe diversos tipos de diabetes segundo a literatura, entre eles; diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e diabetes gestacional sendo essas as mais comuns entre a populacao. Vamos tentar explicar neste post principalmente a diferença entre a tipo 1 e tipo 2 que geralmente causam maiores confusoes na cabeça das pessoas. Com relaçao a gestacional nao aprofundaremos uma vez que o proprio nome fala por si só.

Lembrando que o diabetes tipo 2 abrange cerca de 90% dos casos de diabetes na população, sendo seguido em sequencia pelo diabetes tipo 1, que responde por aproximadamente 8% dos casos. Além desses tipos, o diabetes gestacional também merece destaque, devido a seu impacto na saúde da gestante e do feto com dito acima.

Em algumas circunstâncias, a diferenciação entre o diabetes tipo 1 e o tipo 2 pode não ser simples. Porem essa diferenciaçao sempre é feita somente pelo profissional medico apesar de forma geral terem diferenças marcantes. Outros tipos específicos de diabetes são mais raros e podem resultar de defeitos genéticos da função das células beta, defeitos genéticos da ação da insulina, doenças do pâncreas exócrino, endocrinopatias (doenças do sistema endocrino), efeito colateral de medicamentos, infecções e outras síndromes genéticas associadas ao diabetes

Riscos da Glicemia Alta - Diabetes
Riscos da Glicemia Alta – Diabetes

O que é Diabetes tipo 1?

O inicio do diabetes tipo 1 é em geral de forma abrupta, acometendo principalmente crianças e adolescentes sem excesso de peso. Na maioria dos casos, a hiperglicemia (aumento da glicemia) é acentuada, evoluindo rapidamente, especialmente na presença de infecção ou outra forma de estresse.

Assim, o que mais define o tipo 1 é a tendência à hiperglicemia grave e cetoacidose. A cetoacidose é um tipo de acidose metabólica causada por altas concentrações de cetoácidos, um produto do metabolismo de lipídeos. Ocorre quando o fígado quebra a gordura em resposta a uma necessidade percebida pela dificuldade da quebra de glicose. Ela também pode ocorrer após um jejum prolongado.

O termo “tipo 1” indica o processo de destruição da célula beta (presente no pancreas e que produz insulina) que leva ao estágio de deficiência absoluta de insulina, quando a administração de insulina é necessária para prevenir cetoacidose e sobrevivencia. A destruição das células beta em geral é rapidamente progressiva, ocorrendo principalmente em crianças e adolescentes (pico de incidência entre 10 e 14 anos), mas pode ocorrer também em adultos.

O que é diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 costuma ter início insidioso e sintomas mais brandos. Manifesta-se, em geral, em adultos (depois dos 40 anos) com longa história de excesso de peso, obesidade global ou localizada no abdomen, a inatividade fisica ou sedentarismo, hipertensao arterial, dislepidemia (colesterol alto)  e com história familiar de diabetes tipo 2. No entanto, com a epidemia de obesidade atingindo crianças, observa-se um aumento na incidência de diabetes em jovens, até mesmo em crianças e adolescentes.

Sendo sempre importante ressaltar que a pessoa desenvolve essa hiperglicemia lentamente, permanecendo assintomatica por varios anos. Na maioria das vezes esse diagnostico é realizado por sintomas inespecificos apresentados em uma consulta clinica ou exames laboratorias de rotina.

O termo “tipo 2” é usado para designar uma deficiência relativa de insulina, isto é, há um estado de resistência à ação da insulina, associado a um defeito na sua secreção, o qual é menos intenso do que o observado no diabetes tipo 1. Após o diagnóstico, o diabetes tipo 2 pode evoluir por muitos anos antes de requerer insulina para controle. Seu uso, nesses casos, não visa evitar a cetoacidose, mas alcançar o controle do quadro hiperglicêmico.

A cetoacidose nesses casos é rara e, quando presente, em geral é ocasionada por infecção ou estresse muito grave.

Por fim podemos dizer que os dois tipos de diabetes tem diferenças marcantes. Uma ocorre mais na infancia e está relaciona ao uso irrestrito de insulina (tipo 1) e a outra ocorre geralmente na fase adulta relacionada a obesidade, ereditariedade, hipertensao e a pessoa inicia com medicametos orais posteriormente podendo usar insulina

Espero que tenha gostado, compartilhe e deixe seus comentarios e duvidas!!!!

Tenha um dia fantastico!!!

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